Brasília (DF) – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta quinta-feira (12) que será colocado em pauta, nos próximos dias, um pedido de urgência para votação do projeto que visa barrar o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), estabelecido por decreto do governo federal.
A decisão foi tomada após reunião com líderes partidários e reflete a insatisfação generalizada dentro da Casa Legislativa quanto à elevação de tributos. Motta afirmou em suas redes sociais que o momento exige responsabilidade fiscal, mas não às custas da já sobrecarregada população.
“Conforme tenho dito nos últimos dias, o clima na Câmara não é favorável para o aumento de impostos com objetivo arrecadatório para resolver nossos problemas fiscais”, escreveu o parlamentar.
O IOF incide sobre operações como empréstimos, financiamentos, compras no cartão de crédito e contratos de câmbio. O novo decreto presidencial eleva a alíquota, o que pode impactar diretamente o bolso de milhões de brasileiros, em especial em um cenário de juros altos e endividamento crescente.
Articulação política e resistência
Deputados da base e da oposição têm se manifestado contra o decreto, classificando a medida como ineficaz e impopular. A articulação para aprovar o regime de urgência indica que a Câmara pretende reverter a mudança de forma rápida, antes que ela provoque maiores efeitos na economia real.
Especialistas ouvidos por A Repórter avaliam que a movimentação do Legislativo representa um freio político à agenda econômica do governo Lula, especialmente diante da pressão por ajuste fiscal sem aumento da carga tributária.
Impacto direto no consumidor
O IOF é um tributo que costuma passar despercebido, mas que afeta uma série de operações cotidianas. A elevação da alíquota pode tornar mais caros os empréstimos pessoais, os financiamentos de veículos e até mesmo as compras parceladas no cartão, ampliando o custo do crédito para as famílias.
Próximos passos
Caso a urgência seja aprovada, o projeto poderá ser votado diretamente no plenário, sem necessidade de tramitação pelas comissões temáticas. A expectativa é de que a análise aconteça já na próxima semana.





