Manaus | 4 de junho de 2026 | 10:12:02

Junho Violeta: Centros da Sejusc oferecem apoio a idosos vítimas de violência

Envelhecer com dignidade e segurança é um desejo comum, mas muitos idosos enfrentam situações de violência justamente nessa fase da vida. Para acolher essas vítimas, a Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) mantém três unidades do Centro Integrado de Proteção e Defesa da Pessoa Idosa (Cipdi), que funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Os centros estão localizados nas zonas centro-sul, leste e norte de Manaus. A unidade da zona centro-sul fica na Rua do Comércio, ao lado da Delegacia Especializada em Crimes Contra o Idoso (DECCI). Já nas zonas leste e norte, os atendimentos ocorrem nas unidades do Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC) dos shoppings São José e Via Norte.

Nos Cipdis, idosos podem denunciar crimes, receber atendimento jurídico e psicossocial, além de orientações sobre programas estaduais de bem-estar e sobre o Estatuto da Pessoa Idosa.

De acordo com o advogado Normando Pinheiro, diariamente dezenas de idosos e familiares procuram os centros, muitas vezes em busca de orientação sobre situações suspeitas. O atendimento começa com uma escuta qualificada da vítima.

“A pessoa idosa e seu acompanhante são acolhidos com escuta especializada e, em seguida, encaminhados para atendimento com equipe multiprofissional, formada por assistentes sociais, psicólogos e advogados. Todo o suporte necessário é oferecido para a resolução do caso”, explica Pinheiro.

Durante o mês da campanha Junho Violeta, o número de atendimentos costuma aumentar, inclusive com casos encaminhados por outros órgãos da rede de proteção.

“As principais denúncias envolvem violência física, psicológica, patrimonial e financeira. Um tipo recorrente são os golpes virtuais, especialmente fraudes com empréstimos feitos em nome dos idosos”, alerta o advogado.

Mulheres são as principais vítimas

Apesar de a violência atingir ambos os sexos, mulheres idosas são as principais vítimas. De janeiro a maio de 2025, dos 4.060 casos registrados, 56% foram contra mulheres, em sua maioria pardas, entre 60 e 69 anos. Dessas, 29% são solteiras e 30,9% possuem apenas o Ensino Fundamental.

As zonas leste, norte e sul da cidade concentram o maior número de denúncias. Entre os tipos mais comuns estão:

Negligência – 560 registros

Vulnerabilidade e risco social – 453

Violência psicológica – 374

Violência financeira e econômica – 294

Intimidação e perturbação – 255

Normando Pinheiro ressalta que grande parte dessas violências ocorre dentro da própria família:

“Infelizmente, essa é uma realidade. Por isso, é essencial denunciar. Nos Cipdis, o atendimento jurídico cobre diversas áreas e, quando necessário, os casos são encaminhados à Defensoria Pública ou à Delegacia do Idoso”, afirma.

As denúncias também podem ser feitas, 24 horas por dia, pelos números Disque 100180 e 190.

Fotos: Ygson França / Sejusc

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