A estudante Bianca Lima, agredida na segunda-feira (9) em frente à Faculdade Metropolitana (Fametro), na Avenida Constantino Nery, na Chapada (zona centro-sul de Manaus), concedeu seu depoimento à imprensa local, rejeitando veementemente a acusação de racismo que teria motivado o ataque.
De acordo com a jovem, a confusão teve início após um desentendimento verbal com o vigilante da instituição, que a teria chamado de “puta” e ela teria respondido chamando-o de “noiado”. Segundo Bianca, ele alegou ter sido chamado de “macaco” relato que ela afirma ser “mentira” e já está registrado no boletim de ocorrência .Bianca também revelou que vinha sendo alvo de perseguições e intimidações por parte do vigilante há algum tempo. “Ele me filmava por chamada de vídeo para alguém enquanto eu também gravava para me proteger.
Depois, apareceram a mãe e a irmã dele e me agrediram com socos, chutes e um capacete”, relatou .Com ferimentos visíveis no rosto e no corpo, a estudante registrou boletim de ocorrência, realizou exame de corpo de delito e prevê ingressar com ação judicial contra os agressores e a faculdade, que ela acusa de omissão. “Já tinha feito várias reclamações formais à instituição. Agora espero uma postura diferente: justiça e ação imediata”, enfatizou.
A Fametro, em nota, afirmou estar investigando o caso internamente e disse estar ouvindo todas as partes envolvidas antes de tomar providências adequadas.
O episódio reacende o debate sobre segurança nas instituições de ensino e reforça a importância de canais eficazes de acolhimento e proteção aos estudantes.





