MANAUS (AM) – O clima esquentou na Câmara Municipal de Manaus (CMM) nesta terça-feira (10), com a presença de centenas de motociclistas por aplicativo que protestaram contra o Projeto de Lei nº 339/2025, de autoria do vereador Rodinei Ramos (Avante). O parlamentar declarou publicamente que sua intenção é extinguir a modalidade de transporte por moto via app, deixando a atividade restrita apenas aos mototaxistas regulamentados pelo município.
A categoria se revoltou após as declarações feitas por Rodinei nesta segunda (9), durante sessão na Câmara, quando o vereador usou o caso da jornalista Maêdra Pacheco, vítima de um acidente, para justificar regras mais rígidas para as empresas de aplicativo. Em discurso, ele afirmou:
“As pessoas não concordam de ser mototaxi, mas é a lei federal.”
A fala deixou claro o objetivo do PL 339/2025: eliminar o serviço de mototáxi por aplicativo em Manaus, permitindo apenas que mototaxistas credenciados exerçam a atividade, sob controle direto do poder público.
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🚨 O protesto
Motociclistas se reuniram na avenida das Torres e percorreram a cidade em carreata até a CMM. Na frente do prédio, exigiram a retirada imediata do projeto e pediram diálogo. Representantes da categoria alegam que não são contra a regulamentação, mas querem ser ouvidos antes de qualquer decisão que afete seu sustento.
Durante o ato, os vereadores Rodrigo Guedes (Progressistas) e Sargento Salazar (PL) subiram no carro de som e cobraram o arquivamento do projeto. Já os vereadores Capitão Carpê (PL) e Rodrigo de Sá (PL) retiraram formalmente suas assinaturas do texto.
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📌 O que diz o projeto:
• Obriga empresas de transporte por moto a seguirem regras semelhantes às dos mototaxistas;
• Prevê penalidades para motoristas e empresas que operem sem autorização do município;
• Pode inviabilizar a atuação de motociclistas por aplicativo, como iFood, Uber Moto e 99 Moto.
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✊ “Querem nos tirar da rua sem nem conversar”
Um dos líderes do movimento declarou:
“A prefeitura não nos dá estrutura, nem capacitação, nem segurança. Agora querem nos tirar da rua sem nem conversar com a gente.”
A categoria agora aguarda resposta da CMM e promete intensificar os protestos caso o projeto avance.
Foto:Izaías Godinho GDC – Portal D24





