O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta segunda-feira (20) a oitiva de testemunhas no inquérito que investiga a suposta trama golpista articulada por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação, conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, apura se houve uma tentativa de subverter o resultado das eleições presidenciais de 2022.
Entre as testemunhas que serão ouvidas estão militares da ativa e da reserva, ex-assessores do governo e aliados políticos. A expectativa é de que os depoimentos ajudem a elucidar o nível de envolvimento de integrantes do alto escalão do governo anterior em planos que visavam anular a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas urnas.
A Polícia Federal já reuniu mensagens, vídeos e documentos que, segundo os investigadores, apontam para a existência de um plano organizado para deslegitimar o processo eleitoral, incitar a população contra o resultado e até preparar um decreto de Estado de Sítio.
Os depoimentos desta semana ocorrem sob forte atenção política e jurídica, e podem ter implicações diretas na responsabilização de autoridades envolvidas. A defesa de Bolsonaro nega qualquer irregularidade e afirma que o ex-presidente nunca incentivou ou participou de qualquer ação golpista.
O inquérito também apura a realização de reuniões no Palácio do Planalto com generais e outros membros do governo, nas quais teriam sido discutidas estratégias para contestar a posse do presidente eleito.






