Manaus | 4 de junho de 2026 | 11:43:55

Papa Leão XIV defende união entre homem e mulher como base da família e reforça oposição ao aborto

Em seu primeiro encontro oficial com o corpo diplomático do Vaticano, nesta sexta-feira (16), o Papa Leão XIV afirmou que a família deve ser fundamentada na “união estável entre um homem e uma mulher”. Ele também destacou a dignidade dos não nascidos e dos idosos, reforçando a posição da Igreja Católica contra o aborto e a eutanásia.

A fala do pontífice, divulgada oficialmente pelo Vaticano, foi interpretada como um aceno à ala mais conservadora da Igreja, marcando o tom inicial de seu pontificado. Leão XIV — o primeiro papa norte-americano da história, e membro da ordem religiosa agostiniana — também afirmou que a paz será um dos pilares de sua liderança.

Família, dignidade e papel do Estado

“Cabe aos governos construir sociedades pacíficas, sobretudo investindo na família, fundamentada na união estável entre um homem e uma mulher”, disse o Papa durante a audiência privada com representantes diplomáticos de mais de 180 países.

Ele acrescentou que é dever de todos garantir respeito à dignidade humana, “especialmente àqueles mais frágeis e vulneráveis, desde os não nascidos até os idosos, dos doentes aos desempregados, de cidadãos a imigrantes”.

Paz como prioridade

Leão XIV também defendeu o fim da produção de armas e chamou atenção para o poder destrutivo das palavras. “As palavras também, não apenas as armas, podem ferir e até matar”, declarou. A paz, segundo ele, não é apenas ausência de guerra, mas um “dom” que exige trabalho constante e ações concretas.

Essa ênfase na diplomacia e no diálogo inter-religioso tem sido uma marca do novo papa desde sua eleição em 8 de maio. A audiência com o corpo diplomático faz parte das formalidades que antecedem a missa de instalação, marcada para o próximo domingo, 18 de maio.

Conservadorismo com nuances

Enquanto o Papa Francisco buscou uma Igreja mais acolhedora para os católicos LGBTQIA+, mesmo mantendo a doutrina tradicional, Leão XIV já manifestou opiniões mais rígidas no passado. Em 2012, como líder da ordem agostiniana, chegou a criticar o que chamou de “estilo de vida homossexual” e o papel da mídia na promoção de relacionamentos que, segundo ele, contrariavam a doutrina da Igreja.

No entanto, durante o pontificado de Francisco, Leão XIV também reconheceu a importância de não excluir pessoas com base em seu estilo de vida, sugerindo uma abertura moderada, mas sem alterar os princípios tradicionais.

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