Manaus | 4 de junho de 2026 | 11:11:50

Bombardeio israelense que atinge Hospital Europeu em Gaza

Um bombardeio aéreo conduzido por Israel atingiu, na segunda-feira (13), o Hospital Europeu em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, matando ao menos 28 pessoas e ferindo dezenas. O ataque ocorreu nas proximidades da Praça do Hospital Europeu, uma das áreas mais movimentadas da cidade, intensificando a crise humanitária na região.

Segundo o Exército de Israel, o alvo era um suposto centro de comando subterrâneo do grupo Hamas, que estaria operando sob as instalações hospitalares. Ainda de acordo com militares israelenses, havia suspeita da presença de Mohammed Sinwar, irmão do líder do Hamas em Gaza, Yahya Sinwar. No entanto, a morte de Sinwar não foi confirmada.

Imagens de câmeras de segurança divulgadas por veículos internacionais mostram o momento exato da explosão no pátio do hospital, deixando um rastro de destruição e um grande buraco no solo. O ataque ocorreu em meio a negociações de cessar-fogo mediadas pelos Estados Unidos, previstas para os próximos dias.

Organizações humanitárias e entidades internacionais expressaram profunda preocupação com o bombardeio a uma unidade de saúde, o que configura violação do direito internacional humanitário. Hospitais são considerados zonas protegidas em tempos de conflito, salvo quando há comprovação de uso militar — o que, até o momento, não foi apresentado de forma pública por Israel.

A situação em Gaza permanece crítica. O sistema de saúde está colapsado, faltam medicamentos, água potável e eletricidade, e milhares de civis estão em deslocamento forçado diante da ofensiva israelense.

Enquanto os bombardeios continuam, cresce a pressão internacional para a interrupção imediata dos ataques e o respeito aos princípios de proteção a civis em guerra.

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