A crise envolvendo descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS gerou um racha dentro do governo federal. O Palácio do Planalto já apontou três nomes como os principais responsáveis pela falha sistêmica: o ex-secretário do Regime Geral da Previdência, Aluísio Gadelha, o presidente do Dataprev, Gustavo Canuto, e o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius de Carvalho.
De acordo com fontes do governo, Gadelha teria deixado de fiscalizar contratos com entidades que aplicavam descontos em benefícios sem consentimento dos segurados.
Já Canuto, à frente da Dataprev estatal responsável pelos sistemas do INSS , teria sido omisso ao não identificar ou barrar os registros suspeitos no ambiente digital.
No entanto, a avaliação mais dura recai agora sobre Vinícius de Carvalho, ministro da CGU. Segundo o Planalto, ele deveria ter informado diretamente o núcleo duro do governo sobre a gravidade das fraudes, e não apenas repassado os alertas ao INSS. A falta de uma ação política mais incisiva teria contribuído para que o escândalo se alastrasse antes que providências fossem tomadas.
Em resposta pública, Carvalho afirmou que a CGU identificou as irregularidades, instaurou apurações e que grande parte dos acordos com associações suspeitas foi firmada antes de 2023.
Com a crise instalada, Gadelha já pediu exoneração, e o governo avalia mudanças na gestão do INSS e da Dataprev. O caso segue sob análise da CGU, TCU e do Ministério Público.






