A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar fraudes em benefícios do INSS será oficialmente protocolada nesta terça-feira (6), após reunir o apoio de 211 parlamentares — 182 deputados e 29 senadores —, número superior ao mínimo exigido de 171 deputados e 27 senadores.
A iniciativa é liderada pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT) e pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), com o objetivo de apurar irregularidades em descontos indevidos de aposentadorias e pensões, que podem ter causado prejuízos superiores a R$ 6,5 bilhões entre 2019 e 2024, segundo a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU).
Do Amazonas, apenas três parlamentares assinaram o requerimento: o senador Plínio Valério (PSDB) e os deputados federais Capitão Alberto Neto (Republicanos) e Adail Filho (Republicanos). Nenhum nome do PT ou de partidos de esquerda consta entre os apoiadores da comissão.
Entre os signatários, estão 93 parlamentares de partidos da base governista, o que acende o alerta dentro do Palácio do Planalto. Agora, o próximo passo é a leitura do requerimento pelo presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), em sessão conjunta. Só após isso a CPMI poderá ser instalada e seus membros oficialmente indicados.
A estratégia da oposição com uma comissão mista é contornar a limitação de CPIs na Câmara, onde há uma fila de 12 pedidos aguardando instalação. A expectativa é que a CPMI tenha maior força política e institucional, dada sua abrangência no Senado e na Câmara.





