A sede da OAB Amazonas deve ganhar ares de articulação política na próxima sexta-feira (25), quando o senador Omar Aziz (PSD) deve reunir aliados para oficializar sua pré-candidatura ao Governo do Estado.
O evento, tratado como estratégico, está sendo planejado para reforçar a imagem de força e capital político do senador — com a presença de lideranças influentes do interior, deputados estaduais e federais, além de prefeitos e vereadores.
Mas o que mais deve chamar atenção não é apenas o lançamento de Omar, e sim os recados silenciosos nos bastidores.
David entra em cena — e traz a filha a tiracolo
Um dos principais apoios ventilados até aqui é o do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), que já deixou claro que não pretende concorrer ao governo em 2026. No entanto, seu apoio a Omar não viria sozinho: ele tem defendido publicamente o nome da própria filha, Fernanda Aryel, para ocupar a vice na futura chapa.
O gesto tem sido interpretado como um movimento calculado: David abre mão da cabeça de chapa, mas tenta manter presença no centro do poder estadual — e com DNA familiar.
A incógnita Tadeu de Souza
Embora David já esteja com o pé no palanque de Omar, a pergunta que ronda os bastidores é: o apoio inclui também o vice-governador Tadeu de Souza?
Tadeu, hoje no Avante, é visto como o principal herdeiro natural do cargo, caso o governador Wilson Lima (União Brasil) renuncie para disputar o Senado. Isso o colocaria automaticamente na cadeira mais alta do Executivo — com direito à reeleição.
Por isso, a presença ou ausência de Tadeu no evento de sexta-feira será um sinal político claro. Se comparecer, reforça o discurso de unidade no grupo. Se não aparecer, indica que há rachas ou, no mínimo, dúvidas dentro da mesma ala.
Movimentações sutis, mas intensas
Nos bastidores, Tadeu tem sido discreto, mas não está parado. Já teria mantido conversas com lideranças de outros partidos, como Alfredo Nascimento, do PL, e cogita migrar para o União Brasil, partido do governador Wilson.
Sua avaliação é que, no Avante, espaço para crescer é limitado — sobretudo com a sigla comprometida com Omar. E, para quem sonha com a reeleição em 2026, abrir novos caminhos pode ser a única saída.
Nada definido. Tudo em movimento.
O cenário político no Amazonas está longe de ser fechado. O evento de sexta-feira não apenas marca o lançamento simbólico de uma candidatura, mas também servirá como termômetro dos bastidores— medindo alinhamentos, silêncios e ausências.
No xadrez político amazonense, cada gesto importa. E, como dizem por aí: a política é como nuvem — muda o tempo todo.





