Manaus | 4 de junho de 2026 | 10:45:53

Menino morre após comer ovo de Páscoa envenenado; mãe e irmã estão na UTI

Uma tragédia abalou a cidade de Imperatriz, no Maranhão, nesta quarta-feira (16.abr.2025). Um menino de sete anos morreu após comer um ovo de Páscoa supostamente envenenado, entregue anonimamente na casa da família. A mãe da criança, de 36 anos, e a irmã adolescente, de 14, também consumiram o doce e estão internadas em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

De acordo com os familiares, o presente chegou por meio de um motoboy, que deixou o ovo de Páscoa na porta da residência acompanhado de um bilhete: “Com amor, para Miriam Lira. Feliz Páscoa.” Minutos após a entrega, a mãe da criança recebeu uma ligação anônima perguntando se havia recebido o presente. Ao questionar quem era o remetente, ouviu como resposta: “Você vai saber quem é.”

Pouco tempo depois de ingerirem o chocolate, mãe, filho e filha começaram a passar mal. O menino teve uma reação mais intensa, apresentando sintomas como vômitos e espuma na boca. Ele não resistiu e faleceu antes mesmo de chegar ao hospital.

A mãe e a irmã da vítima foram socorridas às pressas e permanecem em estado grave na UTI do Hospital Municipal de Imperatriz. Segundo boletim médico, ambas estão sedadas e respirando com ajuda de aparelhos.

A Polícia Civil do Maranhão trata o caso como prioridade máxima. Amostras do chocolate foram enviadas ao Instituto de Criminalística de Imperatriz (Icrim) para análise. A principal suspeita é de envenenamento intencional, mas ainda não há confirmação oficial do conteúdo tóxico.

As autoridades também estão investigando as imagens das câmeras de segurança da região para tentar identificar o entregador do ovo de Páscoa e rastrear a origem do envio. O caso está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios de Imperatriz.

A comunidade está em choque com o ocorrido. Nas redes sociais, internautas lamentam a tragédia e pedem justiça para a família. A polícia mantém a identidade da mãe e da filha preservada para não comprometer as investigações.

O caso lembra o episódio de Lindaci Viegas, no Rio de Janeiro, que também morreu após receber um presente envenenado em 2023. A semelhança reacende alertas sobre o perigo de aceitar entregas anônimas sem confirmação da procedência.

A família da vítima afirma que não tem desavenças conhecidas e aguarda respostas. “Só queremos justiça pelo meu sobrinho. Isso não pode ficar impune”, disse um parente próximo em entrevista à imprensa local.

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