Lotta Karlsson, 45 anos, de Boxholm, foi diagnosticada com câncer – um tumor no esôfago. O plano inicial era realizar uma pequena cirurgia para remover parte da garganta e retirar o tumor. Em seguida, a parte do esôfago seria recolocada no corpo.
No entanto, seu corpo rejeitou a nova parte, o que causou complicações, e os médicos precisaram intervir novamente. Isso significou que a tentativa de reconectar o esôfago não funcionou, e os médicos tiveram que removê-lo completamente.
Durante todo esse processo, Lotta estava sedada e não tinha consciência do que estava acontecendo. Inicialmente, os médicos previram que ela ficaria sedada por algumas horas. Mas, na prática, ela só acordou após um mês. Eles tentaram despertá-la antes, sem sucesso.
Ao acordar, Lotta percebeu que tinha um botão no estômago para alimentação, uma bolsa de estoma e também um saco no peito. “Pensei: ‘estou cheia de bolsas’. Meu primeiro pensamento ao acordar foi: ‘Agora tenho que sobreviver a isso’. E, sinceramente, eu não estaria viva hoje se não fosse por tudo isso.
Sou muito grata por ter conseguido minhas bolsas e por ter sobrevivido à cirurgia. A atenção médica foi incrível. Sou imensamente grata.”
Sim, Lotta acordou com um saco no peito conectado ao esôfago. Esse saco permite que ela coma, mas a comida nunca chega ao estômago. Tudo o que ela engole – alimentos, bebidas e até saliva – vai para esse saco coletor.
Além disso, ela utiliza o botão no estômago para se alimentar por sonda e também para tomar medicamentos. Ela não tem mais a capacidade de engolir comida normalmente até o estômago.
Ainda assim, o saco permite que ela mastigue, sinta o sabor dos alimentos e mantenha uma vida social ativa.






