Em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nesta terça-feira (1º/4), o presidente da Casa, deputado estadual Roberto Cidade (UB), fez um alerta sobre a situação crítica enfrentada pela população do Sul do estado, especialmente nos municípios de Apuí, Humaitá e Manicoré, devido à inundação da BR-230 (rodovia Transamazônica). O parlamentar cobrou ação imediata do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para mitigar os impactos da cheia na região.
“A Transamazônica está debaixo d’água. Ninguém consegue ir e vir de Apuí à Humaitá. A cidade de Apuí está praticamente isolada. Já há racionamento de combustível e dificuldades para acesso a itens básicos”, afirmou o deputado, que protocolou um requerimento junto ao DNIT solicitando planejamento e cronograma de ações emergenciais para o trecho.
De acordo com Cidade, comunidades inteiras estão ilhadas, com suas produções e criações submersas. Ele ressaltou a importância de uma atuação conjunta entre os governos estadual e federal para atender de forma urgente as famílias afetadas. “Humaitá e Apuí estão vivendo o início de um colapso. Os prefeitos da região já decretaram emergência, e o governador Wilson Lima acionou a Defesa Civil. Mas também é preciso o apoio do Governo Federal”, declarou.
Segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), o rio Madeira, em Humaitá, atingiu nesta terça-feira a marca de 16,52 metros — ultrapassando a cota de alerta (15 m) e se aproximando da cota de inundação (17 m).
Roberto Cidade informou ainda que o superintendente do DNIT no Amazonas, Orlando Fanaia Machado, confirmou presença na Aleam nos próximos dias para apresentar ações relacionadas à pavimentação de rodovias e à reestruturação de portos no interior. “Precisamos de respostas e prazos. A situação nos portos e nas rodovias, como a BR-230 e a BR-319, exige atenção imediata. Também é necessário garantir segurança na navegação, pois os acidentes com balsas no interior têm sido frequentes”, reforçou.
A situação segue sendo monitorada pela Defesa Civil estadual e pelas autoridades locais. O apelo da Aleam visa acelerar as intervenções e garantir o acesso e a segurança da população atingida pela cheia no Sul do Amazonas.





