Com a aproximação da Páscoa, os consumidores devem preparar o bolso. Segundo levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), os ovos de chocolate estão, em média, 9,5% mais caros em 2024 em relação ao mesmo período do ano passado.
O aumento é reflexo direto da elevação nos custos de produção do chocolate, especialmente por causa da disparada no preço do cacau, principal insumo da indústria. No acumulado dos últimos três anos, o valor dos ovos de Páscoa já subiu 43%, sendo o maior salto registrado em 2023, com alta de 18,6%.
Chocolates lideram alta entre os doces
Além dos ovos tradicionais, outros produtos à base de chocolate também pesaram mais no bolso dos consumidores. De acordo com a Fipe:
- Chocolate em geral subiu 27% em comparação com a Páscoa de 2023
- Bombons registraram aumento de 13,5%
“O aumento dos custos de produção do chocolate é o principal motivo da elevação dos preços nos últimos anos. Questões climáticas causaram queda na oferta mundial de cacau, disparando os preços”, explica Guilherme Moreira, coordenador do IPC-Fipe.
Crise no fornecimento global de cacau
Os maiores produtores mundiais de cacau, Costa do Marfim e Gana, enfrentaram nos últimos anos eventos climáticos extremos, como os fenômenos La Niña e El Niño, que afetaram o regime de chuvas e impactaram negativamente a produção da commodity.
Esse desequilíbrio resultou em um déficit global de oferta de cacau e, consequentemente, na disparada dos preços. Em 2024, o contrato do cacau atingiu US$ 12.931 por tonelada métrica na Bolsa de Nova York — o maior valor da história.
Páscoa mais cara também no pescado
O encarecimento da Páscoa não se limita aos doces. Os peixes, parte tradicional da celebração, também subiram de preço:
- Merluza: +6,81%
- Bacalhau: +3,91%
A combinação entre alta dos insumos e inflação acumulada mantém a cesta pascal como um desafio ao orçamento das famílias brasileiras neste ano.





