Uma descoberta surpreendente pode reescrever parte da história do Egito Antigo. Pesquisadores da Itália e da Escócia identificaram o que parece ser uma cidade subterrânea sob o Planalto de Gizé, onde estão localizadas as famosas pirâmides. A revelação veio após análises com tecnologias de ponta baseadas em radar e reconstrução tridimensional.
O estudo, divulgado em 15 de março, concentrou-se principalmente na pirâmide de Quéfren, a segunda maior do complexo de Gizé. Por meio do uso do Synthetic Aperture Radar (SAR), os cientistas conseguiram mapear a estrutura interna da pirâmide com alta precisão. O radar, operando com uma técnica inovadora que converte sinais em informações fônicas — capazes de captar vibrações milimétricas — permitiu uma análise sem precedentes do subsolo da região.
Dezenas de imagens tomográficas foram capturadas de diferentes ângulos e processadas para gerar uma reconstrução 3D detalhada. Foi assim que os pesquisadores identificaram a existência de uma vasta estrutura subterrânea, localizada a cerca de 1,2 km de profundidade.
O projeto, batizado de Projeto Quéfren, sugere que essa cidade oculta pode ter desempenhado um papel até então desconhecido na organização do Egito Antigo. As próximas etapas envolvem o aprofundamento dos estudos para compreender a extensão da estrutura, sua origem e função.
A descoberta já vem causando impacto na comunidade arqueológica e pode abrir caminho para novas investigações sobre os mistérios ainda escondidos sob as areias do Egito. Especialistas afirmam que esse é apenas o começo de uma nova era de explorações arqueológicas com uso de tecnologias avançadas.





