O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinará nesta quinta-feira (19) uma ordem executiva determinando o fechamento do Departamento de Educação, conforme anunciado pela Casa Branca. A medida busca cumprir uma promessa de campanha e devolver a autoridade educacional aos estados.
A ordem orienta a Secretária de Educação dos EUA, Linda McMahon, a “tomar todas as medidas necessárias para facilitar o fechamento do Departamento de Educação e garantir a continuidade da prestação eficaz de serviços e programas essenciais”. Além disso, a medida estabelece que quaisquer programas financiados pelo departamento não deverão promover iniciativas ligadas a Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) ou “ideologia de gênero”.
Promessa de campanha e impactos políticos
Durante sua campanha, Trump frequentemente classificou o Departamento de Educação como um exemplo de interferência excessiva do governo federal, associando-o a questões ligadas às chamadas “guerras culturais” nos EUA. “Vamos drenar o pântano educacional do governo e impedir que o dinheiro dos contribuintes seja usado para doutrinar a juventude americana”, afirmou o presidente.
Essa não é a primeira vez que Trump tenta extinguir a agência. Durante seu primeiro mandato (2017-2021), ele propôs o fechamento do Departamento de Educação, mas não conseguiu apoio suficiente no Congresso para avançar com a medida.
Impactos administrativos e financeiros
O Departamento de Educação dos EUA emprega atualmente cerca de 4.245 pessoas e teve um orçamento de US$ 251 bilhões no último ano fiscal. Grupos conservadores que apoiam sua abolição argumentam que outras agências públicas poderiam absorver suas funções, como o gerenciamento de auxílios estudantis e a supervisão de padrões educacionais.
A decisão de Trump deve enfrentar forte resistência de setores acadêmicos e políticos, especialmente de democratas e defensores de uma educação federal padronizada. A medida também deve se tornar um dos principais temas de debate nas próximas eleições presidenciais.





