Manaus | 4 de junho de 2026 | 00:50:43

Caso Vitória: Defesa de Maicol vai solicitar a anulação da confissão sobre o assassinato

A defesa de Maicol Antonio Sales dos Santos, de 27 anos, que admitiu ter matado por vingança a adolescente Vitória Regina de Sousa, de 17 anos, planeja solicitar a anulação de sua confissão. A revelação ocorreu na tarde de quarta-feira (19), quando os advogados de Maicol alegaram que ele foi psicologicamente pressionado e pediram sua transferência da delegacia de Cajamar, na Grande São Paulo. Após a transferência de Maicol para o Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Guarulhos, a defesa informou que ele estaria sob pressão psicológica. Durante uma coletiva, os advogados mencionaram que o depoimento foi realizado durante a madrugada, sem a presença deles. Por essa razão, pediram a transferência do cliente, tanto por sua segurança quanto para interromper o que consideraram uma situação de coação. Eles também confirmaram que entrarão com um pedido formal para anular o depoimento de Maicol. De acordo com o diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo (Demacro), Luiz Carlos do Carmo, a confissão ocorreu em uma conversa em que o próprio acusado se declarou autor do crime. O delegado afirmou que “não há dúvida” de que Maicol foi o responsável pela morte e que ele agiu sozinho. Antes da confissão, já havia diversas evidências que indicavam sua participação, incluindo o testemunho de uma pessoa que afirmou ter visto um carro na cena do crime, ocupado por um homem com o rosto coberto por uma balaclava. A polícia identificou que o carro era de Maicol e que ele comprou a máscara pela internet dias antes do assassinato. Um ponto que levanta questionamentos é que Vitória nunca mencionou qualquer relação com Maicol para suas amigas mais próximas, mesmo costumando compartilhar detalhes sobre seus envolvimentos amorosos. O pai da vítima, seu Carlos, acredita que o suspeito não agiu sozinho e suspeita que ele esteja tentando proteger outro possível envolvido no crime. Maicol expressou preocupação com sua integridade física tanto dentro quanto fora da cadeia, afirmando ter recebido ameaças da população e demonstrou apreensão em relação à segurança de sua família. Diante dos últimos desdobramentos, a defesa de Maicol ressaltou sua estranheza em relação ao depoimento, alegando que, conforme informado pela mídia, não houve confissão na presença dos advogados. “Recebemos a notícia pela mídia. Saímos de lá por volta das 20h30, 21h, e não houve confissão”, afirmou o advogado Novaes. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo ainda não se manifestou sobre o caso.

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