As autoridades, que falaram sob condição de anonimato para discutir deliberações internas, alertaram que a lista havia sido desenvolvida pelo Departamento de Estado há várias semanas e que mudanças eram prováveis quando chegasse à Casa Branca. A lista está sendo revisada por autoridades de representações diplomáticas e por especialistas de segurança e inteligência, que estão comentando sobre a inclusão dos países individualmente.
A proposta preliminar também incluiu uma lista “laranja” de 10 países, para os quais a viagem seria restrita, mas não completamente proibida. Nestes casos, viajantes ricos a negócio poderiam receber autorização para entrar no país, mas pessoas com vistos de imigração ou turistas seriam barrados. Os cidadãos desses países (Bielorrússia, Eritreia, Haiti, Laos, Mianmar, Paquistão, Rússia, Serra Leoa, Sudão do Sul e Turcomenistão) também seriam sujeitos a entrevistas presenciais obrigatórias.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/7/L/hjmx8tQuSBrC09fT9lKg/trump-travel-bans.jpg)
Quando tomou posse em 20 de janeiro, Trump assinou um decreto exigindo que o Departamento de Estado identificasse países “para os quais as informações de triagem e verificação são tão deficientes a ponto de justificar uma suspensão parcial ou total da admissão de nacionais desses países”, dando um prazo de 60 dias para apresentação de um relatório para a Casa Branca com essa lista — que se encerra na próxima semana.
A agência de Assuntos Consulares do Departamento de Estado tem liderado o esforço, que também inclui os Departamentos de Justiça e de Segurança Interna e o Escritório do Diretor de Inteligência Nacional.
Porta-vozes de várias agências se recusaram a comentar ou não responderam aos pedidos de declaração. No entanto, o Departamento de Estado afirmou anteriormente que estava cumprindo a ordem de Trump e que estava “comprometido em proteger nossa nação e seus cidadãos, mantendo os mais altos padrões de segurança nacional e segurança pública por meio de nosso processo de vistos”, sem comentar especificamente as deliberações internas.
Não está claro se pessoas com vistos vigentes estariam isentas da proibição, ou se seus vistos seriam cancelados. Também não está claro se o governo pretende isentar titulares de green card, que já foram aprovados para residência permanente legal. Na semana passada, a administração Trump afirmou que havia cancelado o green card de um ex-aluno palestino nascido na Síria, Mahmoud Khalil, ex-estudante de pós-graduação na Universidade de Columbia, porque ele havia liderado protestos contra a guerra em Gaza, apontados pelo governo como antissemitas.
Alguns dos países nas listas preliminares vermelha e laranja sofreram com proibições de viagem durante o primeiro mandato de Trump, enquanto outros dos incluídos são novidades. Eles compartilham semelhanças — são geralmente países de maioria muçulmana ou de etnia não branca, pobres e com governos considerados fracos ou corruptos. No entanto, a razão de vários países terem sido incluídos não ficou imediatamente clara.
O Butão, por exemplo, foi indicado na lista para uma proibição absoluta de entrada. O pequeno país budista e hindu está situado entre a China e a Índia, e nenhum dos dois países estava em qualquer das listas preliminares.
A proposta de restringir severamente, se não proibir totalmente, visitantes da Rússia levanta uma questão diferente. Embora o governo russo tenha uma reputação de corrupção, Trump tem tentado reorientar a política externa dos EUA em uma direção mais amigável à Rússia. A decisão de incluir a Venezuela também poderia prejudicar o início de um descongelamento nas relações, o que tem sido útil para os esforços separados de Trump em deportar migrantes indocumentados.
Por fim, a proposta também inclui uma lista preliminar “amarela” de 22 países, que teriam 60 dias para corrigir deficiências percebidas pelas autoridades, com a ameaça de serem transferidos para uma das outras listas caso não cumprissem.
As deficiências incluem desde falhas no compartilhamento com os EUA de informações sobre viajantes, práticas de segurança supostamente inadequadas para a emissão de passaportes, ou a venda de cidadania para pessoas de países banidos, o que poderia servir como uma brecha para contornar as restrições.
Quais são os países? Veja a lista preliminar completa
Lista vermelha (viagens proibidas):
- Bielorrússia
- Eritreia
- Haiti
- Laos
- Mianmar
- Paquistão
- Rússia
- Serra Leoa
- Sudão do Sul
- Turcomenistão
- Angola
- Antígua e Barbuda
- Benim
- Burkina Faso
- Camboja
- Camarões
- Cabo Verde
- Chade
- República do Congo
- República Democrática do Congo
- Dominica
- Guiné Equatorial
- Gâmbia
- Libéria
- Malawi
- Mali
- Mauritânia
- São Cristóvão e Névis
- Santa Lúcia
- São Tomé e Príncipe
- Vanuatu
- Zimbábue






