A lista de testemunhas conta com aliados do ex-presidente, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), além de senadores que ocuparam cargos no governo Bolsonaro. Entre eles, aparecem figuras como o ex-presidente Hamilton Mourão (Republicanos), o ex-ministro do Desenvolvimento Regional Rogério Marinho (PL-RN), o ex-ministro da Casa Civil e presidente do PP Ciro Nogueira. Outro parlamentar convocado foi o deputado federal e general Eduardo Pazuello (PL-RJ), que comandou a pasta da Saúde durante o governo passado.
Também foram listados os ex-comandantes do Exército, o general Marco Antônio Freire Gomes, e da Aeronáutica, o brigadeiro Carlos de Almeida Batista Júnior, que se opuseram à instauração de um golpe pelo núcleo considerado mais “radical”. Já o ex-chefe da Marinha, o almirante Almir Garnier Santos, não foi arrolado como testemunha, já que também foi denunciado por participação na trama golpista, após ter anunciado que colocaria suas tropas “à disposição” do ex-presidente.
A defesa do ex-mandatário também indicou o nome do general Júlio César de Arruda, que, segundo a delação do tenente-coronel Mauro Cid, faria parte de um núcleo considerado “mais moderado” no entorno ex-presidente. Em seus depoimentos, o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro também citou o ex-ministro do Turismo, Gilson Machado — apontado como integrante da ala mais radical —, que também foi arrolado como testemunha de Bolsonaro.
Completam a lista de nomes escolhidos pela defesa do ex-presidente o coronel Wagner Oliveira da Silva, o ex-subchefe de assuntos jurídicos da Secretaria-Geral da Presidência Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro, o ex-secretário-executivo da Casa Civil Renato Lima França e o advogado Amaury Feres Saad.
Os defensores de Bolsonaro também argumentam que as testemunhas foram selecionadas “em caráter de imprescindibilidade” e requerem que elas sejam intimadas para que “o peticionário comprovem a sua inocência”.
Veja a lista completa de testemunhas escolhidas pela defesa de Bolsonaro:
- Amaury Feres Saad
- Coronel Wagner Oliveira da Silva
- Renato de Lima França
- General Eduardo Pazuello
- Senador Rogério Marinho
- General Hamilton Mourão
- Senador Ciro Nogueira
- Governador Tarcísio Gomes de Freitas
- Senador Gilson Machado
- General Marco Antônio Freire Gomes
- Brigadeiro Carlos de Almeida Batista Júnior
- General Júlio César de Arruda
- Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro
Resposta à denúncia
Além de apresentar a lista de testemunhas, a defesa do ex-presidente pediu ao STF a anulação da delação de Cid – um dos principais elementos da acusação – e afirmou que há um “cerceamento” do trabalho dos advogados por uma estratégia conhecida como “document dump”. Segundo os defensores de Bolsonaro, o acesso a elementos de prova foi negado e houve um excesso de documentos disponibilizados, de forma desordenada.
Ao STF, a defesa do ex-presidente também negou todas as acusações apresentadas pela PGR e pediu ainda que seja declarada a nulidade da investigação desde a quebra de sigilo de Cid pela Polícia Federal, em 2021. Além disso, é solicitado que o caso de Bolsonaro seja apreciado pelo plenário do Supremo, e não pela Primeira Turma, sob o argumento de que se trata de um ex-presidente da República e, por isso, haveria





