Neste sábado (1º), o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) foi eleito o novo presidente da Câmara dos Deputados, com 444 votos, sucedendo Arthur Lira (PP-AL), que presidiu a Casa nos últimos quatro anos e apoiou a candidatura de Motta. O novo presidente comandará a Câmara pelos próximos dois anos.
A eleição de Motta contou com amplo apoio de partidos governistas, de centro e da oposição. O bloco que apoiou sua candidatura é composto por partidos como Republicanos, MDB, PT, PSD, União, Podemos, PP, PL, PDT, PSDB-Cidadania, Avante, PSB, Solidariedade e PRD. A negociação para os acordos que garantiram o apoio de quase todos os partidos da Casa foi articulada desde outubro de 2024.
O deputado fez acenos a várias forças políticas em seu discurso, incluindo governistas, oposição, partidos pequenos e a bancada feminina. Ele prometeu dar previsibilidade à pauta da Câmara, além de fortalecer as comissões temáticas e diversificar a indicação de relatores, em contraste com as práticas de seu antecessor Arthur Lira.
Antes da vitória, Motta teve encontros com bancadas estaduais, incluindo as de São Paulo e Rio de Janeiro, além de reuniões com governadores, prefeitos, ministros e lideranças partidárias do governo Lula.
Na disputa pela presidência da Câmara, o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) recebeu 31 votos, enquanto Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) obteve 22 votos.
Além da eleição para o presidente, os deputados também escolheram os integrantes da Mesa Diretora da Câmara. O bloco de apoio a Motta indicou os seguintes nomes:
- 1º vice-presidente: Altineu Côrtes (PL-RJ)
- 2º vice-presidente: Elmar Nascimento (União Brasil-BA)
- 1º secretário: Carlos Veras (PT-PE)
- 2ª secretária: Lula da Fonte (PP-PE)
- 3º secretário: Delegada Katarina (PSD-SE)
- 4º secretário: Sérgio Souza (MDB-PR)
Os suplentes eleitos foram: Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP), Dr. Victor Linhalis (Podemos-ES), Paulo Folletto (PSB-ES) e Paulo Alexandre Barbosa (PSDB-SP).
A eleição marca uma nova fase para a Câmara, com Hugo Motta assumindo a presidência em um momento de articulações políticas intensas e expectativas de mudanças na forma de conduzir os trabalhos da Casa.





