Manaus | 1 de agosto de 2026 | 06:22:53

Eleição na UFAM coloca em jogo gestão de orçamento de quase R$ 1 bilhão

Foto:Reprodução

Em abril deste ano, a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) realizará a eleição para a formação da lista tríplice da qual o presidente Lula escolherá o novo reitor ou reitora para o quadriênio 2025-2029. A UFAM, com cerca de 24 mil alunos, 1.700 docentes e um orçamento estimado de R$ 972 milhões na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025, tem um papel fundamental na educação superior da região e um peso considerável na administração pública estadual.

O processo eleitoral, ainda em fase inicial, já conta com uma forte movimentação de pré-candidatos. Entre os nomes mais mencionados estão a atual vice-reitora Therezinha Fraxe, que conta com o apoio do reitor atual Sylvio Puga, e professores como Tanara Lauschner, Allan Rodrigues, Adriana Malheiro e Marco Antônio de Freitas. A eleição da UFAM é sempre um evento de grande importância para a comunidade acadêmica, pois envolve não apenas a gestão da universidade, mas também o futuro de um orçamento que, se fosse comparado a um município do Amazonas, colocaria a UFAM como a segunda maior instituição do estado, atrás apenas da capital, Manaus.

A expectativa é que a disputa pela reitoria seja acirrada, com um número recorde de candidatos. Além disso, o processo ocorrerá em um cenário de forte mobilização política, com as campanhas se intensificando após o início do período letivo em março. A universidade tem presença em diversos municípios do estado e é um pilar fundamental na educação e no desenvolvimento regional, com um orçamento que, no ano passado, foi de R$ 888 milhões, com 81% dessa verba destinada ao pagamento de pessoal.

A eleição de reitor na UFAM segue as normas estabelecidas pela Lei nº 5.540/1968 e pelo Decreto nº 1.916/1996, que prevêem consultas à comunidade acadêmica e a formação de uma lista tríplice, da qual o presidente da República fará a escolha. Com o orçamento da universidade cada vez mais relevante para o desenvolvimento do Amazonas, a eleição para a reitoria não é apenas uma disputa interna, mas uma decisão estratégica para o futuro da educação e das políticas públicas no estado.

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