Manaus | 23 de julho de 2026 | 18:41:37

Mitos sobre sexo oral relacionados a doenças sexualmente transmissíveis

Apesar de ser uma prática comum, o sexo oral ainda é envolto em mitos e desinformação, especialmente no que diz respeito às doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Muitas pessoas acreditam, erroneamente, que o sexo oral é uma prática de baixo risco, mas especialistas apontam que infecções como HPV, herpes, gonorreia e sífilis podem ser transmitidas dessa forma.

Preservativo: Proteção essencial, mas pouco utilizada

De acordo com a ginecologista Camila Ribeiro, o uso de preservativos ou barreiras de látex é essencial para a prevenção de DSTs durante o sexo oral, mas ainda é uma prática negligenciada. “A maioria das pessoas não associa o sexo oral ao uso de preservativos, o que aumenta o risco de transmissão de infecções. O preservativo masculino e as barreiras bucais (dental dams) são fundamentais para reduzir esses riscos”, explica.

Enxaguante bucal: Um mito perigoso

Outro equívoco comum é acreditar que o uso de enxaguante bucal após o sexo oral pode prevenir a transmissão de DSTs. Segundo a ginecologista Carla Mendes, essa ideia não tem base científica. “O enxaguante bucal não elimina vírus ou bactérias transmitidos durante o sexo oral. Ele pode, no máximo, melhorar a higiene bucal, mas não substitui métodos de proteção adequados”, alerta.

HPV e câncer de orofaringe

Uma das maiores preocupações associadas ao sexo oral é a relação entre o HPV e o câncer de orofaringe. “O HPV é altamente transmissível durante o sexo oral e pode, em alguns casos, levar ao desenvolvimento de câncer na região da boca e garganta”, afirma a médica. A vacinação contra o HPV é uma medida preventiva eficaz e recomendada para homens e mulheres.

Testes regulares e diálogo aberto

Os especialistas também reforçam a importância de realizar exames regulares para identificar possíveis DSTs, mesmo em casos assintomáticos. Além disso, um diálogo aberto entre parceiros sobre a saúde sexual é essencial para reduzir riscos.

Informação e prevenção: os melhores aliados

Desmistificar o sexo oral e adotar medidas preventivas são passos importantes para a saúde sexual. Além do uso de preservativos e barreiras bucais, a vacinação contra o HPV e o acompanhamento médico regular são práticas recomendadas. “A educação sexual é a chave para desmistificar práticas e reduzir os riscos associados”, conclui a ginecologista Camila Ribeiro.

Seja no sexo oral ou em qualquer outra prática sexual, informação e prevenção são fundamentais para garantir a saúde e o bem-estar de todos os envolvidos.

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