O campeão olímpico Arthur Zanetti, de 34 anos, oficializou neste domingo, no programa Esporte Espetacular e em uma carta aberta, o fim de sua carreira como atleta. Com 27 anos dedicados à ginástica artística, Zanetti encerra um ciclo marcado por conquistas históricas, incluindo o ouro nas argolas em Londres 2012, feito inédito para um atleta latino-americano.
Após uma trajetória brilhante, o ginasta admitiu que o corpo já não respondia como antes:
“Por mim, eu continuava muito mais tempo, mas tem que ter bom senso, tanto da mente quanto do corpo. Decidi parar porque não quero outras lesões, nem me tornar alguém que, no futuro, mal consegue sair da cama por causa de dores. Foi difícil, mas sentei com meu técnico, Marcos Goto, minha família e decidimos que era o momento de seguir em frente”, explicou Zanetti.
As lesões recentes pesaram na decisão. Em maio de 2023, ele passou por uma cirurgia no braço esquerdo e tentou retomar os treinos, mas percebeu que o rendimento não era mais o mesmo:
“Depois da cirurgia, quis continuar, mas os últimos três anos abriram meus olhos: já fiz o que tinha que fazer. Agora é hora de olhar para frente e contribuir de outro jeito para a ginástica.”
Arthur Zanetti participou de três edições dos Jogos Olímpicos, conquistando ouro em Londres 2012 e prata na Rio 2016. Na final dos Jogos de Tóquio 2020, ficou fora do pódio após arriscar tudo. Além das conquistas olímpicas, o “Rei das Argolas” soma um ouro e três pratas em Mundiais, seis medalhas em Jogos Pan-Americanos e inúmeras em etapas da Copa do Mundo, acumulando quase dois anos de invencibilidade entre 2012 e 2014.
Apesar de deixar as competições, Zanetti não se afastará do esporte. Ele continuará atuando no ginásio de São Caetano do Sul, onde começou aos sete anos. Agora, inicia sua carreira como professor e técnico:
“Sempre quis ser treinador. Estou com medo, mas também muito ansioso e feliz por essa oportunidade. É algo novo para mim.”
Além disso, Zanetti já experimentou outras funções, como árbitro e comentarista. Para ele, a aposentadoria marca um recomeço:
“Isso não é um adeus. A ginástica me deu muito, e eu ainda sinto que posso contribuir com o esporte. É um novo começo para mim.”






