A desaprovação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua em ascensão, atingindo 49,8%, segundo pesquisa do instituto AtlasIntel divulgada nesta sexta-feira (10). O aumento de 2,5 pontos percentuais em relação a novembro, quando a desaprovação estava em 47,3%, reflete o crescente descontentamento da população com a gestão petista. A aprovação de Lula também apresentou uma leve variação, subindo para 47,8%, mas, ainda assim, a desaprovação segue mais expressiva.
O levantamento, que entrevistou 2.873 pessoas entre os dias 26 e 31 de dezembro de 2024, revelou também uma percepção crítica sobre o governo como um todo. De acordo com a pesquisa, 44,6% dos entrevistados consideram a administração de Lula ruim ou péssima, um aumento significativo em relação a novembro, quando esse índice era de 43,1%. Já os que avaliam o governo como ótimo ou bom somam 40,8%, uma margem bem menor, mostrando que a popularidade do presidente está longe de ser unânime.
Esse aumento na desaprovação reflete a crescente insatisfação popular com as políticas do governo, que, ao longo do ano passado, implementou medidas controversas que impactaram diretamente as finanças e a confiança da população. A gestão petista, marcada por uma série de desafios econômicos e sociais, continua a enfrentar resistência, especialmente nas camadas mais sensíveis da sociedade, que observam com ceticismo as promessas de crescimento e desenvolvimento do atual governo.
Além disso, a pesquisa também destaca o aumento na insatisfação com as condições de vida no Brasil, que reflete a dificuldade do governo Lula em atender às expectativas dos brasileiros. A alta na desaprovação de Lula é um alerta claro de que o governo precisa repensar suas estratégias e políticas se desejar reverter esse quadro, especialmente em um ano eleitoral que promete ser marcado por debates acirrados.
No entanto, a contínua queda nos índices de aprovação do governo Lula sugere que as promessas de crescimento e melhorias econômicas são cada vez mais distantes para muitos brasileiros, que se veem sem respostas concretas para os desafios diários. Para o governo, a pesquisa é um claro sinal de alerta.






