Manaus | 4 de junho de 2026 | 07:38:43

Assaltante do Manauara morto em confronto era associado ao tráfico do Rio de Janeiro

Foto: Reprodução

Na manhã de sábado (14), o Manauara Shopping, localizado na Zona Centro-Sul de Manaus, foi palco de um assalto a uma joalheria, resultando em disparos de arma de fogo e momentos de pânico entre clientes e funcionários. Durante a ação, uma funcionária foi feita refém, mas foi liberada sem ferimentos após alguns minutos. A polícia prendeu um suspeito, identificado como Clenilton Lima, de 34 anos, que possuía dois mandados de prisão em aberto por roubos no Pará. Com ele, foram encontrados quatro relógios roubados da loja. Outros três criminosos conseguiram fugir em um veículo modelo Gol branco.

Na quarta-feira (18), a polícia localizou Cláudio Dias, de 22 anos, um dos suspeitos restantes, no Ramal do Pau Rosa, na BR-174. Durante a abordagem, houve troca de tiros, e Cláudio foi baleado. Ele foi socorrido e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Campos Sales, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu. As investigações indicam que Cláudio Dias era natural do Rio de Janeiro e possuía histórico de envolvimento com o tráfico de drogas na região. Além disso, ele era considerado de alta periculosidade e havia ostentado armas de fogo em redes sociais, incluindo um vídeo amplamente divulgado em que aparece na companhia de outros homens armados, fazendo comentários pejorativos sobre os povos originários da Amazônia.

As autoridades destacaram que Cláudio Dias possivelmente possuía treinamento para se deslocar na mata, o que teria facilitado sua fuga para áreas rurais após o assalto.

Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (19), as autoridades confirmaram a prisão de mais quatro suspeitos envolvidos no assalto. Três prisões ocorreram na segunda-feira (16) em um sítio no quilômetro 17 da rodovia BR-174, na zona rural de Manaus, e um quarto suspeito foi preso nesta manhã. Com os suspeitos, foram apreendidas pistolas, revólveres e um fuzil de fabricação russa.

As investigações continuam para identificar se houve participação de mais pessoas no crime.

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