A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (9) a Operação Expurgare, visando desmantelar uma organização criminosa envolvida em grilagem de terras, exploração ilegal de madeira e fraudes na geração de créditos de carbono na Amazônia. A ação ocorreu simultaneamente nos estados do Amazonas, Pernambuco e Rondônia, resultando no afastamento de servidores do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).
Entre os afastados está Juliano Valente, diretor-presidente do Ipaam desde 2019. A PF informou que os servidores utilizavam suas posições para facilitar práticas ilegais, como emissão de licenças ambientais fraudulentas, suspensão de multas e autorizações irregulares para desmatamento.
A operação também cumpriu mandados de busca e apreensão em propriedades vinculadas a Dionísia Soares Campos, filha do deputado estadual Sinésio Campos (PT-AM), que é casada com Juliano Valente. Dionísia ocupa o cargo de superintendente de Agricultura e Pecuária no Amazonas.
O Governo do Amazonas manifestou que não compactua com práticas ilícitas de seus servidores e que os envolvidos serão afastados e exonerados de seus cargos. O governo também ressaltou que todas as atividades desenvolvidas pelos órgãos estaduais são pautadas na transparência e legalidade em suas ações.
A Operação Expurgare é um desdobramento da Operação Greenwashing, realizada em junho, que investigou crimes ambientais relacionados ao “esquentamento” de madeira ilegal. A PF estima que o esquema tenha movimentado até R$ 1,6 bilhão, valor que está sendo bloqueado judicialmente.
As investigações continuam, visando responsabilizar todos os envolvidos e proteger os recursos naturais da região.





