As empresas estatais federais devem fechar 2024 com um déficit de R$ 4,5 bilhões, o maior registrado nos últimos 15 anos. Esse resultado inverte uma tendência de superávits observada entre 2017 e 2022, com exceção de 2020, que sofreu impactos diretos da pandemia de Covid-19.
Além do déficit, os gastos com salários e benefícios dos funcionários das estatais também dispararam, alcançando R$ 130,2 bilhões neste ano, o maior patamar desde 2020, mesmo com correção inflacionária. O número de funcionários nas estatais subiu de 434 mil, em 2022, para 436,3 mil, ampliando os custos administrativos.
Diante desse cenário, a ministra da Gestão, Esther Dweck, anunciou que o governo já mapeou 15 das 44 estatais federais para receberem novos decretos de governança e reestruturação. Entre elas, estão a Imbel, Telebras e Ceitec, empresas que já possuem acordos prontos para assinatura.
Enquanto o governo busca saídas para conter o déficit e melhorar a eficiência dessas empresas, críticos apontam que os gastos elevados refletem má gestão e ampliam o impacto no orçamento público. O debate sobre a gestão das estatais continua a gerar polêmica no cenário político e econômico brasileiro.





