O primeiro-ministro francês, Michel Barnier, foi deposto nesta quarta-feira (4) após uma moção de censura aprovada pela Assembleia Nacional. A medida, que contou com o apoio tanto da esquerda quanto da extrema-direita, resultou na queda do governo mais breve da Quinta República, com menos de 100 dias no poder.
A crise política se intensificou quando Barnier utilizou o Artigo 49.3 da Constituição para aprovar o orçamento de seguridade social sem a aprovação parlamentar, uma manobra que exigia uma moção de censura para ser contestada. A moção obteve 331 votos favoráveis, superando os 289 necessários para sua aprovação.
A aliança entre a Nova Frente Popular (NFP), coalizão de esquerda, e o Reagrupamento Nacional (RN), partido de extrema-direita liderado por Marine Le Pen, foi decisiva para a derrubada do governo. Essa união inédita reflete a crescente insatisfação popular e a fragmentação política na França.
Com a queda de Barnier, o presidente Emmanuel Macron enfrenta desafios significativos para manter a governabilidade. A Constituição francesa não permite a dissolução da Assembleia Nacional até meados de 2025, o que limita as opções de Macron para restaurar a estabilidade política.





