A seca histórica que afetou o Amazonas nos últimos meses começa a dar sinais de alívio com a chegada do navio Mercosul Suape ao Porto Chibatão, em Manaus, nesta terça-feira (26). A embarcação trouxe mais de 300 contêineres de insumos essenciais para a indústria e o comércio local, representando um marco na recuperação da logística fluvial, afetada severamente pelas condições climáticas extremas.
Durante o período crítico, a navegação fluvial enfrentou severas restrições, exigindo soluções emergenciais como a instalação de píeres provisórios em Itacoatiara. Esses píeres foram fundamentais para evitar o desabastecimento da região, permitindo que mercadorias fossem transferidas para embarcações menores até Manaus. Desde então, mais de 57 mil contêineres foram movimentados por essa estratégia temporária.
O secretário-executivo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), Gustavo Igrejas, destacou que a articulação entre o governo e empresas portuárias foi essencial para garantir a retomada. “Estamos começando a voltar à normalidade com a chegada deste primeiro navio, enquanto a estiagem fica para trás. A dragagem e os portos provisórios foram cruciais para superar os desafios deste período”, afirmou.
Além do Mercosul Suape, o navio Jacarandá, da Log-In, também é esperado para atracar no Porto Chibatão. A previsão é de que, nos próximos dias, mais embarcações tragam materiais como cimento e combustível, vitais para setores como construção civil e energia, acelerando o retorno à normalidade no Polo Industrial de Manaus.
As autoridades agora estudam a possibilidade de tornar os píeres provisórios de Itacoatiara permanentes, considerando sua eficiência durante a seca. A movimentação progressiva de navios, ainda com metade da capacidade total devido às condições fluviais, é um passo importante para estabilizar o abastecimento na região.





