Um estudo apresentado no 62º Encontro da Sociedade Europeia de Endocrinologia Pediátrica revelou que a exposição à luz azul de dispositivos eletrônicos pode antecipar a puberdade e acelerar o crescimento ósseo em ratos. Pesquisadores da Universidade Gazi, na Turquia, expuseram 36 ratos a diferentes ciclos de luz azul e observaram que os grupos expostos a seis e 12 horas diárias dessa luz apresentaram crescimento ósseo acelerado e sinais de puberdade precoce.
Efeitos em humanos: um alerta necessário
Embora os resultados ainda não sejam diretamente aplicáveis a humanos, eles levantam preocupações sobre o impacto do uso excessivo de telas em crianças. A puberdade precoce é um fenômeno que pode ser desencadeado por fatores genéticos, orgânicos ou ambientais. O desequilíbrio hormonal associado à luz azul pode impactar a saúde física e mental, aumentando os riscos de obesidade, ansiedade e complicações ósseas futuras.
Medidas preventivas e próximos passos
Os pesquisadores destacaram a necessidade de mais estudos para entender os efeitos de longo prazo da luz azul em humanos. Enquanto isso, especialistas recomendam:
• Limitar o tempo de tela, especialmente à noite;
• Promover pausas regulares no uso de dispositivos eletrônicos;
• Usar filtros de luz azul ou ativar o modo noturno nos aparelhos;
• Incentivar atividades ao ar livre, fundamentais para o desenvolvimento saudável das crianças.
Essa descoberta reforça a necessidade de equilibrar o tempo de exposição das crianças às telas, preservando sua saúde e desenvolvimento.
Fontes
• Sociedade Europeia de Endocrinologia Pediátrica, 62º Encontro Anual.
• Universidade Gazi, Turquia.
• Entrevista publicada na IN VOGA Saúde.






