Após ser indiciado pela Polícia Federal por suposto envolvimento no planejamento de um golpe de Estado, Jair Bolsonaro se manifestou publicamente e direcionou duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, responsável pela condução das investigações. O ex-presidente acusou Moraes de agir de forma “criativa” e sem seguir os princípios legais. “Faz tudo o que não diz a lei”, afirmou Bolsonaro, sugerindo que as ações da PF e do ministro são baseadas em métodos questionáveis, como a manipulação de depoimentos e a prisão sem denúncia.
Bolsonaro também comentou que aguardaria a análise de seus advogados antes de se pronunciar oficialmente sobre o indiciamento, ressaltando que qualquer ação legal deveria ser tratada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). “É na PGR que começa a luta”, disse o ex-presidente, reforçando seu posicionamento contra o que considera ser uma perseguição política.
O indiciamento de Bolsonaro é parte de uma investigação que apura tentativas de subverter o resultado das eleições de 2022, quando Lula venceu a disputa. Juntamente com o ex-presidente, 36 outros indivíduos estão sendo investigados por seu envolvimento nas ações. Na véspera do indiciamento, a Polícia Federal prendeu seis militares suspeitos de planejarem a morte do presidente Lula e do ministro Alexandre de Moraes, em um episódio que chamou a atenção para as tensões políticas no país.
A menção à “criatividade” por Bolsonaro é uma referência a uma mensagem do juiz Airton Vieira, do gabinete de Moraes, que foi interpretada como uma sugestão de manipulação de provas. O juiz, ao discutir uma denúncia contra a revista “Oeste”, teria dito: “Use a sua criatividade rsrsrs”, gerando polêmica e alimentando a narrativa de que o processo contra Bolsonaro seria politicamente motivado.





