A Polícia Federal prendeu o delegado da Polícia Civil, Mário Melo, durante a Operação Triunvirato, realizada nesta quinta-feira (21), que desmantelou um esquema de corrupção em Humaitá, no Amazonas. Mário, que atualmente estava lotado em Manaus, é apontado como uma das figuras centrais do esquema que envolvia a venda ilegal de bens apreendidos, como madeira e cassiterita, além de práticas de propina e lavagem de dinheiro.
Esquema de Corrupção
O esquema funcionava com o desvio de cargas apreendidas pela Polícia Rodoviária Federal e encaminhadas à Delegacia da Polícia Civil em Humaitá. Proprietários dos bens pagavam propina para recuperar as cargas, com a participação direta do delegado. Em um dos casos mais graves, três toneladas de cassiterita, minério usado na produção de estanho, foram vendidas ilegalmente.
A investigação revelou que Mário Melo, em conluio com outros agentes públicos, simulava a destinação dos bens apreendidos para a prefeitura, enquanto os mesmos eram desviados e comercializados de forma clandestina.
Prisão e Consequências
Além de Mário Melo, a operação também prendeu um secretário municipal de infraestrutura e um advogado. A Justiça determinou o bloqueio de bens no valor de R$ 10 milhões dos envolvidos. Durante a operação, 11 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.
A Polícia Federal destacou que o delegado, por sua posição de autoridade, agiu de forma a prejudicar o interesse público e violar a confiança depositada em sua função. Agora, ele deve responder por crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, com penas que podem ultrapassar 20 anos de prisão.
Impacto na Polícia Civil
A prisão de um delegado traz à tona o debate sobre a corrupção dentro das instituições que deveriam zelar pela lei.





