A arrecadação do governo federal bateu recorde em outubro de 2024, totalizando R$ 247,92 bilhões, segundo dados divulgados pela Receita Federal nesta quinta-feira (21/11). O valor representa um aumento real de 9,77% em relação ao mesmo mês de 2023, quando a arrecadação foi de R$ 225,86 bilhões. Este é o maior montante já registrado para o décimo mês do ano desde o início da série histórica, em 1995, superando o recorde anterior de R$ 225,86 bilhões, alcançado em 2022.
No acumulado do ano, entre janeiro e outubro, a arrecadação federal somou R$ 2,18 trilhões, um crescimento de 9,70% em termos reais, descontada a inflação. Este valor é o maior já registrado nos primeiros dez meses do ano, refletindo uma entrada de recursos tributários superior à de qualquer período nos últimos 30 anos.
O bom desempenho da arrecadação foi impulsionado por diversos fatores, principalmente o crescimento da economia, conforme destacou a Receita Federal. Entre as medidas que contribuíram para os resultados, estão o retorno da tributação do PIS/Cofins sobre combustíveis, a cobrança de tributos sobre fundos exclusivos, conhecidos como “offshores”, e a reforma na tributação de subvenções estaduais. A maior confiança no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) e a limitação no pagamento de precatórios também foram apontadas como fatores de impacto positivo.
Destaques da Arrecadação de Outubro
A maior parte da arrecadação de outubro veio de três principais fontes. O PIS/Pasep e Cofins somaram R$ 47,18 bilhões, registrando um crescimento real de 20,25% em relação ao ano passado. A Receita Previdenciária, por sua vez, arrecadou R$ 54,2 bilhões, com um aumento real de 6,25%. Já o Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) geraram R$ 57,3 bilhões, com um crescimento de 4,29%.







