Nesta quarta-feira, 20, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe o presidente chinês, Xi Jinping, em Brasília, para fortalecer as relações bilaterais entre Brasil e China, os dois maiores países do Sul Global. Com transações bilaterais de US$ 160 bilhões em 2023, a China é o maior parceiro comercial do Brasil, exportando produtos como semicondutores e veículos em troca de matérias-primas como soja. Durante a visita, ambos buscam expandir o comércio, com o Brasil buscando agregar mais valor aos seus produtos exportados.
A visita de Xi ocorre em um contexto internacional instável, com a guerra na Ucrânia e tensões no Oriente Médio, além da volta de Donald Trump à Casa Branca, o que pode reforçar uma postura isolacionista dos EUA. Xi vê a crescente influência do “Sul Global” como uma oportunidade para fortalecer as relações com países como o Brasil, e enfatiza o papel da China na promoção de uma ordem mundial mais multipolar.
Entretanto, o Brasil se mantém cauteloso em relação à adesão total à iniciativa chinesa “Belt and Road”, que visa expandir a infraestrutura e a influência da China globalmente. Embora o governo Lula busque estreitar laços comerciais com a China, também busca equilibrar suas relações com os EUA, mantendo sua autonomia no cenário internacional.
A visita de Xi também inclui uma declaração conjunta com os outros membros do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), refletindo a crescente importância de alianças estratégicas entre países em desenvolvimento no atual cenário geopolítico.





