Nesta terça feira (19),o governo federal assinou, um acordo de cooperação com a empresa chinesa SpaceSail, que está desenvolvendo um sistema de internet de alta velocidade via satélite. Embora a empresa ainda não ofereça o serviço, a expectativa é que sua plataforma seja lançada no Brasil nos próximos dois anos, entrando diretamente na concorrência com a Starlink, de Elon Musk.
O acordo prevê a colaboração entre a SpaceSail e a Telebras para realizar estudos sobre a viabilidade do serviço no país, identificar desafios de implementação e mapear as regiões que mais se beneficiariam dessa tecnologia. Quando em funcionamento, o serviço contará com uma frota de cerca de 600 satélites em órbita.
Durante coletiva após a assinatura do acordo, o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, destacou que o Brasil não impõe restrições a negociações com empresas estrangeiras. Segundo o ministro, a SpaceSail tem capacidade para fabricar um satélite por dia e já possui 40 satélites em órbita.
O presidente da SpaceSail, Zheng Lie, afirmou que a parceria vai além de um simples acordo comercial, destacando o compromisso da empresa em contribuir com a economia digital brasileira, além de avançar nas áreas de educação e saúde pública.
Antes de iniciar suas operações no Brasil, a empresa precisará passar por processos burocráticos e obter a autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O governo brasileiro, por sua vez, busca fomentar a competitividade no setor de internet via satélite, atualmente dominado pela Starlink. Recentemente, uma operadora francesa também demonstrou interesse em ingressar no mercado nacional.
Ainda nesta terça-feira, o Ministério das Comunicações assinou outro acordo, desta vez com a Administração Nacional de Dados da China, com o objetivo de promover a troca de informações sobre digitalização dos serviços públicos e infraestrutura digital. Esses acordos fazem parte de uma missão oficial do ministério à China, que incluiu reuniões focadas em parcerias comerciais e inovações tecnológicas.
Os acordos foram assinados no mesmo dia em que o presidente chinês, Xi Jinping, chegou a Brasília para encontros com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.





