Na manhã desta segunda-feira (18), trabalhadores do transporte alternativo, conhecidos popularmente como “amarelinhos”, iniciaram uma greve geral, paralisando as atividades e afetando diretamente a rotina de milhares de usuários. Os motoristas e cobradores reivindicam o pagamento dos valores referentes à gratuidade das passagens estudantis, que, segundo os manifestantes, estão em atraso há alguns meses.
De acordo com os representantes dos trabalhadores, o não recebimento dos pagamentos referentes à gratuidade de passagem, garantida por lei para os estudantes, gerou um impasse financeiro que impossibilita a continuidade dos serviços. A categoria, que depende desses repasses para o pagamento dos custos operacionais, afirmou que a situação tornou-se insustentável e que a paralisação é uma forma de pressionar as autoridades responsáveis a regularizar a situação.
Em resposta aos protestos, o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) emitiu uma nota oficial esclarecendo que os valores relativos à gratuidade ainda estão pendentes. O instituto explicou que o pagamento aos operadores do transporte alternativo depende do repasse das parcelas do convênio entre a prefeitura e o Estado, o que ainda não ocorreu de forma integral. O IMMU afirmou que os pagamentos serão realizados assim que os recursos forem repassados, e que, por enquanto, os motoristas e cobradores continuam aguardando o repasse do governo estadual.
A greve gerou um grande transtorno para os moradores da cidade, especialmente para aqueles que dependem do serviço de transporte alternativo para se deslocar. Usuários que utilizam as linhas dos “amarelinhos” relataram dificuldades em encontrar alternativas de transporte e expressaram preocupação com a falta de informação sobre a duração da paralisação. Além disso, muitos estudantes ficaram sem a gratuidade no transporte, o que agrava ainda mais a situação para aqueles que dependem desse benefício para acessar escolas e universidades.
O conflito entre os trabalhadores do transporte alternativo e as autoridades municipais e estaduais coloca em evidência as fragilidades no sistema de mobilidade urbana da cidade, com reflexos diretos na vida de quem depende desse serviço. A expectativa agora é que o impasse seja resolvido o mais breve possível, para que o transporte público alternativo retorne à normalidade e os estudantes possam novamente utilizar o benefício da gratuidade de passagem.







