Em meio a críticas de diversos setores, a Petrobrás e a Itaipu Binacional destinaram juntas R$ 33,5 milhões para eventos organizados pela primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, como parte do G20 e do festival apelidado de “Janjapalooza”. O evento, realizado na Praça Mauá, no Rio de Janeiro, trouxe mais de 30 atrações musicais entre os dias 14 e 16 de novembro, reunindo artistas consagrados como Ney Matogrosso, Alceu Valença e Daniela Mercury.
Com um cachê simbólico de R$ 30 mil por artista, o festival foi promovido em paralelo à Cúpula Social do G20 e ao lançamento da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, iniciativa ligada ao governo brasileiro. Itaipu contribuiu com R$ 15 milhões e a Petrobras com R$ 18,5 milhões, somando recursos das principais estatais do país para a promoção do evento. O valor investido pelas duas gigantes chamou atenção, gerando discussões sobre o uso de verba pública em festivais enquanto o país enfrenta desafios financeiros.
Outras estatais, incluindo o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, também apoiaram o evento, embora ainda não tenham divulgado o valor dos patrocínios. Seguidores e críticos de direita questionam o direcionamento dos recursos públicos para eventos culturais de apoio governamental, apontando para um uso “desnecessário” do dinheiro público em tempos de desafios fiscais.





