MANAUS — A repavimentação da BR-319, rodovia essencial que conecta Manaus ao restante do país, dominou os debates na sessão plenária desta terça-feira (13) na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). A discussão girou em torno de uma declaração recente do presidente Lula (PT), que teria se comprometido com a obra, embora o deputado Rozenha (PMB) tenha expressado dúvidas sobre essa confirmação, mencionando que a informação foi transmitida de forma indireta e sem registros em vídeo ou áudio.
Rozenha destacou sua preocupação com o papel da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, no andamento do projeto. Ele questionou a influência da ministra sobre o futuro da BR-319, questionando se ela poderia, de fato, “isolar” o estado do Amazonas, que depende da rodovia para se conectar ao resto do país. “Quem é a ministra Marina Silva diante da imensa complexidade logística, humana, social e ambiental que representa a BR-319?”, indagou o deputado, ressaltando que a obra impacta mais de quatro milhões de habitantes e diversas cidades, como Apuí, Humaitá, Careiro Castanho e Autazes.
Rozenha também apontou que o relatório do grupo de trabalho do Ministério dos Transportes apoia a viabilidade ambiental da rodovia, que terá um custo estimado de R$ 2 bilhões, com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e o Ministério dos Transportes dispostos a realizar o investimento. “A BR-319 será um modelo de rodovia ambientalmente correta, uma referência para o mundo”, afirmou o deputado.
O presidente da Aleam, deputado Roberto Cidade (UB), lembrou de visitas realizadas em 2020, ao lado do governador Wilson Lima e do então ministro Tarcísio de Freitas, para a assinatura de uma ordem de serviço que previa a pavimentação de mais de 50 quilômetros da BR-319. “No entanto, passaram-se todos esses anos, e nada aconteceu”, lamentou Cidade, pedindo por ações concretas e reforçando o apoio da bancada amazonense.
Além disso, o deputado Dr. George Lins (UB) colaborou com o debate, lembrando que a BR-319 é essencial para o desenvolvimento do estado, destacando que o tema já foi amplamente debatido na Aleam, mas que, até o momento, a obra enfrenta entraves burocráticos e políticos.





