Manaus | 22 de julho de 2026 | 00:22:00

Instituto Butantan alerta sobre lagarta venenosa que pode ser mortal

Este incidente serve como um alerta sobre os riscos escondidos na natureza,assim como as lagartas por parecem inofensivas ,o instituto butantan alertou sobre especialmente em áreas mais isoladas. Além disso, é importante estar atento aos sinais de perigo ao interagir com a fauna local, mesmo quando as intenções são as mais simples e inocentes.

Em um domingo de agosto, Maurício Martins Jr., de 41 anos, reuniu parte de sua família para passar o dia em um terreno que possui em Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo.

A ideia era aproveitar o espaço em meio à natureza e realizar algumas tarefas de limpeza no lote, mas o que parecia ser uma diversão inofensiva se transformou em um pesadelo.

Enquanto brincava relembrando a infância, Maurício decidiu se pendurar em um cipó preso a uma árvore para sentir a mesma sensação de quando era criança.

Contudo, a brincadeira terminou em um acidente inesperado: ao se balançar, ele acabou encostando em um grupo de lagartas do gênero Lonomia, conhecidas por serem extremamente venenosas e capazes de causar acidentes graves, até mesmo levar à morte.

“Segurei firme no cipó e dei uma balançada. Quando apoiei minha mão direita no tronco da árvore, senti uma pinicação forte e um incômodo imediato”, relembra o técnico em TI. Ao verificar a superfície da árvore, ele notou que havia diversas lagartas, com espinhos visíveis em seus corpos, que eram responsáveis pela sensação de dor.

A lagarta em questão é a Lonomia obliqua, uma das espécies mais perigosas do Brasil. O veneno de suas penas pode causar reações severas no organismo, como hemorragias internas, insuficiência renal aguda e danos no sistema nervoso. A picada ou o simples contato com os espinhos da lagarta libera toxinas potentes que afetam a coagulação sanguínea, levando a quadros de hemorragias difíceis de controlar. Nos casos mais graves, a vítima pode entrar em choque e sofrer falência múltipla dos órgãos.

Em questão de minutos, Maurício começou a sentir os primeiros sintomas do envenenamento. “Em cerca de 20 minutos, comecei a sentir uma dor de cabeça forte e um desconforto crescente”, conta. O mal-estar logo fez com que o encontro em família fosse encerrado mais cedo do que o planejado, com Maurício sendo imediatamente levado ao hospital para receber cuidados médicos.

Felizmente, ele foi atendido a tempo e conseguiu se recuperar após o tratamento adequado, que inclui o uso de medicamentos específicos para combater o envenenamento por Lonomia.

Este incidente serve como um alerta sobre os riscos escondidos na natureza, especialmente em áreas mais isoladas. Além disso, é importante estar atento aos sinais de perigo ao interagir com a fauna local, mesmo quando as intenções são as mais simples e inocentes.

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