O sargento Elizeu da Paz de Souza era uma figura polêmica, envolvido na morte do engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos em 2019, quando foi acusado de transportar o corpo da vítima em um carro oficial da Prefeitura de Manaus. Esse caso teve grande repercussão na época. Mayc Vinicius Teixeira Parede, também réu nesse caso, confessou o homicídio do engenheiro.
Na madrugada da última segunda-feira (4), o sargento da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), Elizeu, foi brutalmente assassinado por um amigo de longa data, em um crime que chocou Manaus. O principal suspeito, Mayc Vinicius Teixeira Parede, envolvido anteriormente no caso do engenheiro Flávio Rodrigues, permanece preso em silêncio e nega a autoria do crime, apesar do testemunho contundente do motorista de aplicativo que presenciou o ocorrido.
Segundo a delegada Marília Campelo, Elizeu e Mayc mantinham uma amizade de confiança, apesar de uma recente briga já resolvida. Antes do homicídio, os dois bebiam juntos em uma conveniência de posto de gasolina, e Elizeu chegou a pedir que sua filha solicitasse um Uber. Confiando no amigo, ele entregou sua arma a Mayc, algo que fazia habitualmente ao beber. Ao entrarem no Uber, Elizeu sentou-se no banco da frente e Mayc, em silêncio, ficou no assento traseiro. Menos de dois minutos depois, Mayc sacou a arma e disparou contra o sargento, que estava falante até então.
O motorista do Uber, que inicialmente pensou ser o barulho de um pneu estourando, se deparou com a cabeça de Elizeu caída e ensanguentada. Mayc, então, pediu para ser deixado no local e fugiu a pé.
Posteriormente, se entregou na delegacia, onde preferiu permanecer em silêncio. O depoimento do motorista tornou-se a principal prova contra ele. A investigação segue em curso, com o caso ganhando novos contornos, enquanto a cidade aguarda por respostas.





