A abstenção eleitoral nas eleições de 2024 no Brasil tem gerado preocupação, especialmente após os resultados do segundo turno das eleições municipais, que mostraram índices alarmantes de ausência nas urnas. Entre 28% e 30% do eleitorado não compareceu para votar, o que representa cerca de 9,9 milhões de pessoas. Esses números são semelhantes aos da eleição de 2020, durante a pandemia, quando a abstenção atingiu 29,53%.
Especialistas apontam diversos fatores que podem ter contribuído para essa desmotivação do eleitor, incluindo um crescente desinteresse pela política, problemas de representação e até mesmo a coincidência com feriados. Por exemplo, muitos servidores públicos optaram por viajar, o que dificultou sua participação. Além disso, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, enfatizou a necessidade de uma análise detalhada dos dados para entender as razões por trás da abstenção e implementar medidas que incentivem a participação democrática.
Cármen Lúcia anunciou que o TSE irá investigar as razões por trás da alta abstenção, com a intenção de adotar medidas que incentivem a participação dos eleitores nas próximas eleições. A pesquisa será realizada pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e os dados coletados serão utilizados para desenvolver estratégias voltadas a diminuir a ausência nas urnas. A ministra também mencionou variações significativas entre as cidades, como Manaus, que teve uma abstenção menor do que a média nacional, e Porto Velho, que registrou altos índices de ausência devido a chuvas intensas





