A Polícia de São Paulo realiza buscas nesta quinta-feira para localizar e prender o presidente, o vice-presidente e um diretor da torcida organizada Mancha Alviverde, além de outros três membros. A Justiça decretou na quarta-feira as prisões temporárias, com duração de 30 dias, para os seis integrantes da torcida do Palmeiras.
Até o momento, nenhum dos suspeitos foi preso ou se apresentou, sendo considerados foragidos. Eles estão sob investigação por suspeita de participação em um ataque a ônibus de torcedores cruzeirenses da Máfia Azul, ocorrido no domingo, na Grande São Paulo.
No episódio, um torcedor do Cruzeiro perdeu a vida e outros 17 ficaram feridos após uma emboscada na Rodovia Fernão Dias, em Mairiporã. Dois ônibus da Máfia Azul, que voltavam para Minas Gerais, foram atacados — um deles incendiado e o outro depredado.
A Polícia Civil e o Ministério Público solicitaram as prisões dos suspeitos, e a Justiça também emitiu mandados de busca e apreensão, incluindo na sede da organizada Mancha Alviverde.
Os procurados são:
- Jorge Luiz Sampaio Santos, presidente da Mancha Alviverde;
- Felipe Mattos dos Santos (“Fezinho”), vice-presidente da Mancha Alviverde;
- Leandro Gomes dos Santos (“Leandrinho”), diretor da Mancha Alviverde;
- Henrique Moreira Lelis, membro da Mancha;
- Aurélio Andrade de Lima, membro da Mancha;
- Neilo Ferreira e Silva (“Lagartixa”), professor de artes marciais e membro da Mancha.
Dois torcedores do Cruzeiro ainda permanecem hospitalizados em Mairiporã e Franco da Rocha, na região metropolitana. A Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade) identificou oito envolvidos ligados à Mancha Alviverde na emboscada. A Promotoria investiga o envolvimento de torcidas organizadas que atuam como facções criminosas, com três dos suspeitos ocupando posições de liderança na Mancha Alviverde.





