Manaus | 4 de junho de 2026 | 00:25:31

Cidade defende reeleição e critica manobra do Partido Novo

Foto: Danilo Mello / Aleam

Em uma manifestação contundente nesta terça-feira (29), Roberto Cidade, presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), não hesitou em defender a legitimidade de sua reeleição, que foi suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na última segunda-feira (28).

O deputado afirmou que Ação Direta de Insconstituciaonalidade (ADI) do Partido Novo, do qual a ex-candidata à vice-prefeita Maria do Carmo Seffair, é filiada, foi motivada por interesses escusos, e afirmou que essa manobra tinha como objetivo prejudicá-lo em um momento crucial, especialmente à medida que se aproximavam as eleições municipais de 2024.

“É uma ação política que tenta desfazer a construção desse pleito e queriam me prejudicar se eu fosse para o segundo turno [das eleições municipais de 2024],” afirmou.

O deputado não se esquivou em criticar a postura do partido opositor, ressaltando que a mudança na legislação da ALEAM, que permitiu sua reeleição para um terceiro mandato consecutivo, foi aprovada de forma transparente e com o respaldo unânime dos colegas. Ele destacou ainda que outras 14 assembleias em todo o Brasil já anteciparam suas eleições, mencionando o exemplo de Sergipe, que recentemente reelegeu sua mesa diretora.

Roberto Cidade reafirma sua confiança na validade de seu mandato e na vontade da população, prometendo lutar contra o que considera uma tentativa de interferência política em sua administração.

Entenda o caso

Em uma decisão monocrática, o Ministro do STF, Cristiano Zanin, determinou a suspensão da reeleição de Roberto Cidade na última segunda-feira (28), e também ordenou novas eleições para a mesa diretora da ALEAM.

O pedido foi protocolado pelo Partido Novo através de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), contestando a alteração na legislação que permitiu a eleição de Cidade, realizada com dois anos de antecedência.

Além disso, a Procuradoria Geral da República (PGR) e a Advocacia Geral da União (AGU) se manifestaram contra a reeleição, argumentando que ela ocorreu antes do prazo permitido pela legislação vigente. O advogado-geral da União, Jorge Messias, reforçou esses pontos durante sua apresentação.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Relacionados

Espaço Publicitário

Últimas postagens