Manaus | 24 de julho de 2026 | 16:42:29

Fernanda Motta lembra diagnóstico de câncer: ‘Hoje me vejo uma mulher mais forte’

Durante o #FestivalMarieClaire, a modelo e atriz Fernanda Motta emocionou o público ao compartilhar sua experiência ao enfrentar o câncer de mama e o impacto profundo que a doença teve em sua vida. Aos 39 anos, enquanto participava das gravações da novela *Bom Sucesso*, Fernanda foi surpreendida com um diagnóstico de câncer nas duas mamas, uma revelação que abalaria qualquer pessoa. No entanto, ela transformou essa jornada em uma missão de conscientização e empoderamento, usando sua visibilidade para educar outras mulheres sobre a importância da detecção precoce.

“Ao receber o diagnóstico, fiquei assustada, claro. Mas rapidamente percebi que a única saída era focar na cura”, contou Fernanda à revista Marie Claire. Ela enfatizou a importância de manter uma mentalidade positiva, mesmo em meio ao tratamento desafiador de 11 meses. “Percebi que nossa cabeça faz muita diferença. Ter informações preciosas sobre a doença me ajudou a alimentar minha fé e manter a positividade, o que fez com que meu tratamento fosse diferente”, compartilhou a modelo.

 A força de usar a visibilidade para conscientizar

Desde que venceu o câncer, Fernanda se tornou uma voz ativa na luta para desmistificar a doença e reforçar a importância do autoexame e dos cuidados com a saúde feminina. “O autoexame pode salvar vidas. Eu descobri meu câncer durante um autoexame no banho. Sempre fui muito atenta ao meu corpo, e por isso, ao notar que algo estava diferente, procurei imediatamente um médico”, relatou. Para Fernanda, essa prática simples foi crucial e pode fazer a diferença para muitas mulheres.

A modelo também destacou a necessidade de falar abertamente sobre o câncer de mama e quebrar os estigmas que ainda cercam a doença. “Com a internet, temos uma ferramenta muito poderosa nas mãos. Acredito que, por trabalhar com beleza e ser jovem, eu poderia chamar a atenção para o fato de que o câncer pode acontecer com qualquer uma de nós, independentemente de idade ou estilo de vida. Era uma pessoa saudável, cuidava da minha saúde, e mesmo assim aconteceu comigo”, reflete.

 Positividade e mudança de perspectiva

Ao longo de sua recuperação, Fernanda compartilhou com Marie Claire que adotou uma abordagem prática e otimista em relação ao tratamento. “A meta era a cura, e para alcançá-la, eu sabia que precisava seguir o tratamento com determinação. Eu decidi ver o lado positivo de cada etapa”, afirmou. Para ela, o processo de cura não foi apenas físico, mas também emocional e mental. “Quando percebi que estava alcançando a minha meta de vencer o câncer de forma leve, me senti forte o suficiente para compartilhar minha história”, disse.

Essa atitude positiva não apenas ajudou Fernanda a lidar melhor com o processo, mas também a inspirou a motivar outras mulheres a enfrentarem o diagnóstico com coragem. “Hoje, me vejo como uma mulher muito mais forte. Vencer essa batalha me transformou e me deu ainda mais propósito. Quero usar minha voz para que outras mulheres entendam que a informação é uma arma poderosa na luta contra o câncer.”

Desmistificando o câncer de mama

No bate-papo com Marie Claire, Fernanda reforçou que o câncer de mama não deve ser um tabu. “Precisamos falar sobre isso de forma aberta. Quanto mais informação e conscientização, mais vidas poderemos salvar”, destacou. O papel de Fernanda na divulgação de informações é ainda mais relevante por ela ser uma figura pública que trabalha com beleza e saúde. “As pessoas não imaginam que uma mulher jovem e saudável pode enfrentar um câncer, e por isso quero mostrar que é possível superar esse desafio.”

Além disso, Fernanda faz questão de alertar para a importância dos exames regulares e da prevenção. “Eu estou aqui para dizer que o autoexame e os exames de rotina são essenciais. Quanto antes o diagnóstico, maior a chance de cura”, frisou.

Agora, curada e com uma nova perspectiva de vida, Fernanda Motta segue inspirando mulheres a se cuidarem e a enfrentarem a doença com força e coragem. Com sua história, ela prova que o câncer não define quem somos, mas sim como escolhemos lidar com ele.

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