Segundo um levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 12 mil venezuelanos entraram no Brasil em agosto, logo após a oficialização das eleições realizadas na Venezuela em julho.
O fluxo migratório do país vizinho para o Brasil segue intenso desde 2017, quando a crise humanitária venezuelana se aprofundou, consolidando o Brasil como um dos principais destinos de refugiados. Para lidar com a situação, o governo brasileiro lançou em 2018 a Operação Acolhida, uma força-tarefa que oferece serviços básicos de assistência social e humanitária, além de custear passagens para outros estados, buscando facilitar o reestabelecimento dos imigrantes fora da fronteira.
Sobrecarga em Pacaraima e Boa Vista
As autoridades brasileiras explicam que o aumento do fluxo em agosto está ligado ao encerramento do calendário escolar na Venezuela, mas alertam que famílias continuam buscando refúgio no Brasil devido às dificuldades sociais e econômicas severas no país de origem.
Capitais como Pacaraima e Boa Vista, em Roraima, têm sido os principais pontos de entrada dos venezuelanos, resultando na sobrecarga de serviços públicos, especialmente na área de saúde e nos abrigos sociais.
Entretanto, muitos imigrantes optam por não permanecer nos abrigos, citando riscos à segurança, e acabam vivendo nas ruas, o que gera uma sensação de insegurança nos brasileiros que moram nessas cidades, pois, muitos encaram os venezuelanos de forma pejorativa.




