Manaus | 4 de junho de 2026 | 21:39:58

Crise humanitária em Gaza: vítimas devoradas por cães e morte do líder do Hamas

Foto: Bashar Taleb/AFP

A guerra na Faixa de Gaza intensificou a crise humanitária na região, agravada por bloqueios e ataques militares israelenses. Relatos de organizações de ajuda humanitária denunciam que Israel tem impedido a entrada de alimentos e suprimentos básicos, aumentando a fome entre os mais de 400 mil habitantes do norte de Gaza. Segundo a ONG israelense Gisha, a política de Israel é descrita como “saia ou morra de fome”, forçando palestinos a migrarem para o sul.

O chefe da agência da ONU para refugiados palestinos afirmou na segunda-feira (14) que os civis estão sem escolha, enfrentando a fome ou a fuga. No entanto, a Agência de Ligação de Israel, responsável pelo fluxo de ajuda para Gaza, negou que tenha bloqueado a entrada de ajuda humanitária.

Condições extremas e corpos abandonados

Com o agravamento da crise, cadáveres foram encontrados espalhados pelas ruas de Gaza. O chefe dos serviços de emergência no norte relatou à imprensa internacional que muitos dos corpos apresentavam sinais de decomposição e ataques de animais, dificultando a identificação. Entre as vítimas, uma criança foi encontrada parcialmente devorada por cães de rua.

Ataques aéreos e a morte de líder do Hamas

Enquanto milhares de civis vivem sitiados sob intensos bombardeios e operações terrestres, Israel anunciou a morte de Yahya Sinwar, líder do Hamas conhecido como o “açougueiro de Gaza”. Sinwar, considerado o inimigo número um de Israel, foi morto em um ataque confirmado por teste de DNA na quarta-feira (16). A morte foi celebrada pelo governo israelense, que divulgou uma foto do corpo do líder.

Reações à morte e expectativas de paz

A população de Gaza reagiu com sentimentos mistos à notícia da morte de Sinwar. Muitos esperam que isso possa abrir caminho para um cessar-fogo, enquanto outros se mostraram céticos quanto ao fim da guerra. Desde o início do conflito, moradores de Gaza criticam o Hamas por iniciar o confronto, mas atribuem a Israel a responsabilidade pelas milhares de mortes ocorridas durante a ofensiva.

A situação em Gaza continua a evoluir, com a comunidade internacional pressionando por um cessar-fogo e maior assistência humanitária.

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