O governo anunciou que o horário de verão não será retomado neste ano. Nos próximos meses, deverá avaliar se a medida será adotada em 2025.
A prática, que adianta os relógios em uma hora, era adotada anualmente em partes do Brasil para diminuir o consumo de energia, aproveitando melhor a luz natural.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou a avaliar o retorno da prática, extinta em 2019 durante o mandato de Jair Bolsonaro (PL), sob o argumento de que gerava uma economia de energia pouco significativa.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse na última quarta-feira (16) que, após uma reunião com o Operador Nacional do Setor Elétrico (ONS), foi concluído que não havia necessidade de decretar a medida para este verão.
“Nós temos a segurança energética assegurada, há o início de um processo de restabelecimento ainda muito modesto da nossa condição hídrica. Temos condições de, após o verão, avaliar a volta dessa política em 2025”, afirmou na última quarta-feira (16).
A Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) criticou a decisão do governo de suspender o horário de verão, argumentando que a medida poderia impactar negativamente o setor de serviços. Eles afirmam que o horário de verão gerava um aumento no consumo, especialmente em bares e restaurantes, ao prolongar as horas de luz natural nas noites. A associação defende que o retorno do horário de verão poderia beneficiar tanto a economia quanto o turismo.






