Manaus | 4 de junho de 2026 | 06:10:08

Mulheres são a maioria entre as vítimas de violência autoprovocada no Amazonas

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) publicou, nesta quinta-feira (10/10), um novo boletim com a Situação Epidemiológica da Violência Autoprovocada e Suicídio no estado do Amazonas. Chama a atenção para os números referentes às mulheres e homens. Do total de notificações, 61,6% ocorreram entre mulheres e 31,8% envolvem pessoas na faixa etária de 20 a 29 anos.

Com a divulgação desses dados, a FVS-RCP, vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), busca fornecer subsídios para a formulação de políticas públicas e a realização de ações interinstitucionais de prevenção e intervenção.

O boletim abrange casos de violência com potencial de gerar danos físicos, psicológicos, deficiências ou privações. Entre as ocorrências relatadas estão tentativas de suicídio e autoagressão.

Tatyana Amorim, diretora-presidente da FVS-RCP, destaca que a prevenção do comportamento suicida deve ser contínua, ultrapassando as ações realizadas apenas em setembro. “É fundamental sensibilizar tanto os profissionais de saúde quanto a sociedade, ao longo de todo o ano, para a importância da prevenção ao suicídio e às violências autoprovocadas”, afirmou.

A elaboração do boletim contou com o trabalho da Gerência de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis (GVDANT), por meio da Coordenação de Vigilância de Violências e Acidentes (Viva), em colaboração com o Núcleo de Sistema de Informações (Nusi) e a Assessoria de Análise de Situação de Saúde da FVS-RCP. Os dados são provenientes do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM).

Cassandra Torres, coordenadora do Viva na FVS-RCP, ressaltou que a divulgação dos dados epidemiológicos visa fortalecer a saúde pública. “A vigilância em saúde tem a responsabilidade de comunicar esses dados de forma adequada e promover ações intersetoriais focadas na prevenção e na promoção da saúde, entendendo o comportamento suicida como uma questão social, além da sua relação com transtornos mentais”, concluiu.

O documento está disponível no site oficial da instituição (fvs.am.gov.br).

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