Um estudo conduzido pela Universidade de São Paulo (USP) identificou a presença de chumbo, arsênio e mercúrio no leite materno, resultado da exposição ambiental sofrida por quem amamenta. A pesquisa, realizada com 185 bebês na cidade de São Paulo, investigou a ligação entre essa contaminação e possíveis problemas de desenvolvimento, especialmente no que se refere à linguagem.
Embora o leite materno permaneça a principal recomendação para a alimentação infantil, a pesquisa do Instituto de Ciências Biomédicas alerta para o impacto da poluição ambiental. Os metais pesados, especialmente o chumbo, são considerados neurotóxicos e têm o potencial de afetar o sistema nervoso central. Esse metal, utilizado amplamente na indústria, emitido por veículos e propagado por queimadas, contamina solos, águas e o ar, sendo um risco para a saúde de mães e bebês.
O estudo avaliou o desenvolvimento dos bebês em três momentos: aos três meses, um ano e um ano e quatro meses de idade. Entre os domínios analisados, como cognição, memória, capacidade motora e linguagem, foi neste último que os pesquisadores observaram um impacto significativo. Os bebês expostos ao chumbo apresentaram um início tardio nos processos de linguagem, sugerindo que a contaminação pode interferir no desenvolvimento dessa habilidade crucial.










