O filme “É Assim que acaba”, baseado no best-seller de Colleen Hoover, estreou nas telonas com grandes expectativas, mas rapidamente se viu envolto em uma série de controvérsias que colocam em xeque a maneira como a violência contra a mulher é retratada na mídia. Dirigido e protagonizado por Justin Baldoni, ao lado de Blake Lively, o filme tem gerado discussões acaloradas, tanto pela crítica especializada quanto pelo público em geral.
Normalização de comportamentos tóxicos
Uma das principais críticas ao filme vem de organizações como a Domestic Shelters, que acusam a obra de glorificar um personagem abusivo e de normalizar comportamentos tóxicos sem oferecer uma punição ou reflexão adequadas sobre as consequências dessas ações. A narrativa, que deveria servir como um alerta sobre a complexidade e o perigo dos relacionamentos abusivos, acaba, segundo os críticos, por romantizar a dinâmica do poder e da violência, enfraquecendo o impacto da mensagem original do livro.
Conflitos e distanciamento no elenco
Durante a divulgação do filme, fãs e jornalistas notaram um distanciamento visível entre Justin Baldoni e os demais membros do elenco, o que levantou suspeitas sobre a harmonia nas filmagens. Fontes como o TMZ e o The Hollywood Reporter relataram conflitos entre Baldoni e Blake Lively, atriz que, por sua vez, também enfrentou críticas nas redes sociais por, supostamente, não tratar com a devida seriedade o tema central do filme.
Polêmicas em torno da adaptação e repercussão crítica
A adaptação cinematográfica não conseguiu atingir o sucesso esperado, obtendo apenas 54% de aprovação no Metacritic e 56% no Rotten Tomatoes. A tentativa de transpor a complexidade emocional e os dilemas éticos do livro para as telas foi considerada falha por muitos, e a recepção morna reflete o desconforto que o filme causou em diversos espectadores.
A situação se complicou ainda mais com o anúncio de um livro de colorir inspirado no filme, feito pela autora Colleen Hoover. A reação foi amplamente negativa, com críticos questionando a sensibilidade e o bom senso dessa decisão, especialmente em um contexto que deveria abordar com seriedade os traumas e as cicatrizes deixadas pela violência doméstica.










